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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

ANS estabelece prazos máximos de espera para atendimentos dos planos de saúde

Leslie Aloan, Presidente do INASE

Consumidor terá direito a reembolso nos casos de descumprimento destes prazos
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) publicou neste ano de 2014 a Resolução Normativa Nº 259 que estipula prazos máximos para que a operadora de plano de saúde agende os atendimentos para seus usuários.

Além de reduzir o tempo de espera, a resolução também garante que, na ausência de prestadores credenciados no município onde reside ou nos municípios vizinhos, os beneficiários tenham acesso aos serviços e procedimentos em prestadores não credenciados em sua cidade, ou ainda a operadora deverá arcar com o transporte do beneficiário até onde exista um prestador credenciado (e seu acompanhante nos casos de beneficiários menores de 18 anos, maiores de 60 anos, pessoas portadoras de deficiências e com necessidades especiais).

Estas resoluções entraram em vigor em setembro passado. Assim, o período de espera do consumidor ficou da seguinte forma:
Consulta básica - pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, cardiologia e ortopedia e traumatologia - 7 dias úteis
Consulta nas demais especialidades médicas -10 dias úteis
 Consulta de fonoaudiologia, nutrição, psicologia - 10 dias úteis
 Sessão de terapia ocupacional e fisioterapia - 10 dias úteis
 Serviços de diagnóstico por laboratório clínico e radiografias - 3 dias úteis
 Serviços de diagnóstico por imagem, exceto radiografias - 10 dias úteis
 Procedimentos de alta complexidade (PAC) - 21 dias úteis
 Internações eletivas - 21 dias úteis
 Consulta de odontologia - 7 dias úteis
 Urgência e emergência – Imediato

Caso o beneficiário seja obrigado a arcar com os custos do atendimento em prestador não credenciado, a operadora deverá reembolsá-lo em até 30 dias úteis. Por sugestão do Idec, a resolução obriga o reembolso inclusive dos gastos com transporte.


Fonte: IDEC


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Aperfeiçoar rede de saúde

O SUS tem função social que precisa ser priorizada.
É essencial humanizar o atendimento, com bons modelos.

Leslie Aloan, Presidente do INASE


(TEXTO PUBLICADO ORIGINALMENTE NO JORNAL O DIA, 12/12/2014)

O governo investe milhões no SUS. Com a gestão da saúde descentralizada, a rede pública conta, ainda, com investimentos de estados e municípios para a gestão de bens e serviços. É evidente que não alcançamos o patamar ideal, precisamos continuar avançando na assistência e na capacitação dos profissionais, em busca da eficiência administrativa e da excelência no atendimento. Afinal, são 200 milhões de brasileiros que recorrem ao SUS — 75% dependem exclusivamente da rede pública.
Normalmente é na questão financeira que se concentram os estudos relacionados à qualidade da saúde pública no país, equivocadamente. A complexidade do sistema exige que a preocupação ultrapasse a disponibilidade de verbas e se volte para a necessidade de gestão eficaz, capaz de extinguir o desperdício e, com mais rigor, desvios de verbas.

Assim como qualquer outra organização, uma unidade de saúde necessita de plano de gestão sólido, que exige planejamento, estudos, pesquisas e a composição de quadro técnico experiente. Significa que gestores precisam estar atentos ao dia a dia, mas qualificados para estruturar as melhorias a médio e longo prazos, investindo nos pontos críticos, com responsabilidade.

Os profissionais têm que estar motivados por planos de cargos e salários, além de benefícios por meritocracia. É preciso capacitar, estimular o uso de tecnologias, modernizar o atendimento, acompanhando os avanços da medicina.

Diferentemente de outras organizações, o SUS tem função social que precisa ser priorizada. É essencial humanizar o atendimento, observando bons modelos dentro e fora do Brasil, para que os cidadãos sejam tratados com a dignidade que lhes é direito. Para fazer o serviço de saúde evoluir sem a injeção de verbas mais significativas é necessário gestão eficiente. Transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos, valorização das pessoas em conjunto com fiscalização rígida dos órgãos competentes. 


O Brasil possui instituições sérias, capazes de estruturar e administrar unidades públicas de saúde. Organizações que podem auxiliar o poder público visando sempre ao aperfeiçoamento e desenvolvimento contínuo de serviços essenciais para o bem-estar de todos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Princípios e Diretrizes do SUS

Leslie Aloan, Presidente do INASE

Marcos Nery, Técnico em Assuntos Educacionais da Universidade Federal de Alfenas, nos apresenta uma visão bastante ampla e clara sobre o Sistema Único de Saúde, que divulgamos aqui.
Nas diretrizes políticas, consolidadas pela nova Constituição no cenário nacional, estão os fundamentos de uma radical transformação do sistema de saúde brasileiro. O que levou os constituintes a proporem essa transformação foi o consenso, na sociedade, quanto à total inadequação do sistema de saúde vigente à época. Assim, a transformação foi caracterizada pelos seguintes aspectos:

• um quadro de doenças de todos os tipos condicionados pelo tipo de desenvolvimento social e econômico do país e que o velho sistema de saúde não conseguia enfrentar com decisão;
• excessiva centralização implicando por vezes a impropriedade das decisões pela distância de Brasília dos locais onde ocorrem os problemas;
• falta de definição clara das competências dos vários órgãos e instâncias político-administrativas do sistema, acarretando fragmentação do processo decisório e descompromisso com as ações e falta de responsabilidade com os resultados;
• baixa qualidade dos serviços oferecidos em termos de equipamentos e serviços profissionais;
• desempenho desordenado dos órgãos públicos e privados conveniados e contratados, acarretando conflito entre os setores público e privado, superposição de ações, desperdícios de recursos e mau atendimento à população;
• ausência de critérios e de transparência dos gastos públicos, bem como de participação da população na formulação e gestão das políticas de saúde; entre outros.

A partir desse diagnóstico, a Constituição de 1988 estabeleceu pela primeira vez de forma relevante uma seção sobre a saúde que trata de três aspectos principais.

• Em primeiro lugar incorpora o conceito mais abrangente de que a saúde tem como fatores determinantes e condicionantes o meio físico, o meio socioeconômico e cultura, os fatores biológicos e a oportunidade de acesso aos serviços que visem a promoção, proteção e recuperação da saúde.
• Em segundo lugar, a Constituição também legitima o direito de todos sem qualquer discriminação às ações de saúde em todos os níveis, assim como explicita que o dever de prover o pleno gozo desse direito é responsabilidade do Governo, isto é, do poder público.
• Por último, a Constituição estabelece o SUS, de caráter público, formado por uma rede de serviços regionalizada, hierarquizada e descentralizada, com direção única em cada esfera de governo, e sob o controle dos seus usuários.

As Doutrinas do SUS

Baseado nos preceitos constitucionais, a construção do SUS se norteia pelos seguintes princípios doutrinários:

Universalidade: É a garantia de atenção à saúde por parte do sistema, a todo e qualquer cidadão. Com a universalidade, o indivíduo passa a ter direito de acesso a todos os serviços públicos de saúde, assim como aqueles contratados pelo poder público, Saúde é direito de cidadania e dever do Governo: municipal, estadual e federal.

Equidade: É assegurar ações e serviços de todos os níveis de acordo com a complexidade que cada caso requeira saúde, assim como aqueles contratados pelo poder público. Todo cidadão é igual perante ao SUS e será atendido conforme suas necessidades, até o limite do que o Sistema pode oferecer.

Integralidade: Cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade. As ações de promoção, proteção e recuperação da saúde formam também um todo indivisível e não podem ser compartimentalizadas. As unidades prestadoras de serviço, com seus diversos graus de complexidade, formam também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral. Enfim: "O homem é um ser integral, bio-psico-social, e deverá ser atendido com esta visão integral por um sistema de saúde também integral, voltado a promover, proteger e recuperar sua saúde".

Os princípios que regem a organização do SUS são:

A Regionalização: A população deve estar vinculada a uma rede de serviços hierarquizados, organizados por região, com área geográfica definida. É um processo de articulação entre os serviços existentes, com comando unificado. A oferta de serviços deve ser planejada de acordo com os critérios epidemiológicos.

A Hierarquização: Os serviços devem ser organizados em níveis de complexidade crescente. Além de dividir os serviços em níveis de atenção, deve incorporar os fluxos de encaminhamento (referência) e de retornos de informações ao nível básico do serviço (contra referência).

A Resolubilidade: É a exigência de que, quando um indivíduo busca o atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde, o serviço correspondente esteja capacitado para enfrentá-lo e resolvê-lo até o nível da sua competência.

A Descentralização: É entendida como uma redistribuição das responsabilidades quanto às ações e serviços de saúde entre os vários níveis de governo, a partir da ideia de que quanto mais perto do fato a decisão for tomada, mais chance haverá de acerto. Assim, o que é abrangência de um município deve ser de responsabilidade do governo municipal; o que abrange um estado ou uma região estadual deve estar sob a responsabilidade do governo estadual; e o que for de abrangência nacional será de responsabilidade federal.

A Participação dos cidadãos: É a garantia constitucional de que a população, através de suas entidades representativas, participará do processo de formulação das políticas de saúde e do controle da sua execução, em todos os níveis, desde o federal até o local. Essa participação deve se dar nos Conselhos de Saúde, com representação paritária de usuários, governo, profissionais de saúde e prestadores de serviço. Outra forma de participação são as conferências de saúde, periódicas, para definir prioridades e linhas de ação sobre a saúde. Deve ser também considerado como elemento do processo participativo o dever das instituições oferecerem as informações e conhecimentos necessários para que a população se posicione sobre as questões que dizem respeito à sua saúde.


A Complementariedade do setor privado:
A Constituição definiu que, quando por insuficiência do setor público for necessária a contratação de serviços privados, isso deve se dar sob a celebração de contrato, conforme as normas de direito público, ou seja, interesse público prevalecendo sobre o particular.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A História do Natal

Leslie Aloan, Presidente do INASE

   O Dia de Natal é um feriado religioso cristão comemorado no dia 25 de Dezembro. Nos países eslavos e ortodoxos o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro, visto que os seus calendários eram baseados no calendário juliano, originalmente destinado a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno , e adaptado pela Igreja Católica no terceiro século d.C. para permitir a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano, passando a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré.
 
   Embora tradicionalmente seja um dia santificado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes.  Além disso, o Papai Noel é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.

   Os primeiros indícios da comemoração de uma festa cristã litúrgica do nascimento de Jesus em 25 de dezembro são a partir do Cronógrafo de 354. O Cronógrafo de 354 (Chronographus Anni CCCLIV) é um calendário ilustrado do ano 354, acompanhado de outros textos e ilustrações, obra do calígrafo Fúrio Dionísio Filócalo.

    Essa comemoração começou em Roma, enquanto no cristianismo oriental o nascimento de Jesus já era celebrado em conexão com a Epifania, em 6 de janeiro. Epifania significa aparição, manifestação e vem do grego “epiphanéia.” No sentido religioso, no calendário litúrgico da Igreja Católica, significa uma manifestação divina, por exemplo, quando houve a apresentação de Jesus Cristo ao mundo, através da chegada dos Reis Magos trazendo seus presentes.

    No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional.

  Muitos costumes populares associados ao Natal desenvolveram-se de forma independente da comemoração do nascimento de Jesus, com certos elementos de origens em festivais pré-cristãos que eram celebradas em torno do solstício de inverno pelas populações pagãs que foram mais tarde convertidas ao cristianismo. Estes elementos, incluindo o madeiro, do festival Yule, e a troca presentes, da Saturnália, incorporaram-se ao Natal ao longo dos séculos. A atmosfera prevalecente do Natal também tem evoluído continuamente desde o início do feriado, o que foi desde um estado carnavalesco na Idade Média a um feriado orientado para a família e centrado nas crianças, introduzido na Reforma do século XIX. 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Uma Homenagem a Adib Jatene

Leslie Aloan, Presidente do INASE

Como cardiologista contemporâneo do grande mestre Adib Jatene, vai aqui uma homenagem do INASE àquele que foi para a Cardiologia brasileira um marco e uma referência.  Adib Jatene foi um dos maiores nomes do movimento sanitário brasileiro e um dos pioneiros da cirurgia cardíaca no Brasil. Jatene foi secretário de Saúde do estado de São Paulo e duas vezes ministro da Saúde, nos períodos de 1992 e 1995-1996. Como ministro da Saúde, deu seguimento ao projeto dos medicamentos genéricos e do programa de combate à AIDS, com o fornecimento do coquetel de remédios gratuitos. Mostrou preocupação permanente em disciplinar e sanear o Sistema Único de Saúde (SUS) e em elaborar o projeto de lei regulamentando a atuação das administradoras de planos de saúde.

Nascido em Xapuri, Acre, Adib Domingos Jatene graduou-se em Medicina em 1953, aos 23 anos, pela Universidade de São Paulo (USP), e cursou pós-graduação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Jatene afirmava que seu projeto, enquanto ministro, era voltado para a prevenção, imunização, saneamento básico e educação sanitária.

Dentre suas inúmeras contribuições à saúde pública, destaca-se a sua participação na criação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), presidido por ele nos anos de 1982 e 1983, e a implementação do trabalho dos agentes comunitários de saúde.

 “A marca do SUS é a prevenção. O programa Saúde da Família é o que existe de mais moderno em prevenção, porque nós fizemos o Programa Saúde da Família baseado no Agente Comunitário. Hoje em dia muita gente pensa que é no médico, não no médico, que mora onde moram mais ou menos 200 famílias. Ele cadastra essas famílias e vê quem tem doenças crônicas, diabetes, tuberculose, hipertensão, as grávidas, a caderneta de vacinação das crianças. Esse é o programa que estruturaria o atendimento básico. Claro que entre 5 a 6 agentes comunitários precisa se colocar uma equipe multidisciplinar (…). Esse é o primeiro problema que está caminhando, nós já temos metade da população brasileira coberta com o programa. Tem problemas porque muitas vezes o programa foi politizado, muitas vezes nos pequenos municípios do interior. Tem dificuldades, mas dá para arrumar...”.


Esse era tipicamente o grande médico e gestor, que na sua tranquilidade geria os sérios problemas da saúde do país, e que no último dia 14 nos deixou. A ele nosso respeito e admiração. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue

Leslie Aloan, Presidente do INASE

Dia 25 de novembro é o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. A data foi instituída no Brasil em 30 de junho de 1964, pelo decreto 53.988 promulgado pelo Presidente Castello Branco. Já o dia mundial é comemorado em 14 de junho.
Alguns dados sobre este ato de amor ao próximo devem ser esclarecidos:

1.       Em cada doação, são coletados aproximadamente 450 ml de sangue.
2.       Na doação de sangue se retira menos do que 10% do volume sanguíneo total de um adulto. Por esse motivo, só é permitida a doação por pessoas acima de 50 kg.
3.       O plasma é reposto em algumas horas, as plaquetas se restabelecem em alguns dias, e as hemácias demoram alguns meses. Por esse motivo, a doação de sangue só deve ser realizada a cada 90 dias para os homens e 120 dias para as mulheres.
4.       Devido à reposição dos estoques de ferro, nas mulheres é mais demorada em virtude das perdas durante os ciclos menstruais. Os homens podem doar sangue a cada 03 meses e as mulheres a cada 04 meses.
5.       O procedimento denominado aférese é uma doação seletiva, onde um pequeno volume de plasma e prioritariamente as plaquetas são retiradas do doador através de uma máquina (separador celular). Esse procedimento pode ser realizado com intervalos de 48h. Não há prejuízo na doação de plaquetas sistemática, sendo possível ser realizado 2 vezes por semana, 4 vezes ao mês e até 24 vezes ao ano, isso devido a perda plasmática durante a doação.
6.        Se você doar sangue uma vez, não é obrigado a doar de novo.
7.       Não é necessário estar em jejum para doar sangue. É importante que o doador se alimente normalmente, evitando ingerir alimentos gordurosos no dia da doação. Após o almoço, é necessário esperar cerca de uma hora e meia para efetuar a doação de sangue.
8.       Não há risco de contaminação na doação de sangue, já que todo o material utilizado é estéril, de uso único e descartável.
9.        A mulher pode doar sangue durante o período menstrual.

10.   São realizados no processo da doação alguns exames no sangue doado, como a  Tipagem sanguínea, sorologia e NAT (teste do ácido nucleico) para hepatite C e HIV (vírus da Aids), sorologia para hepatite B, doença de Chagas, sífilis, e HTLV.

11.   O sangue é separado em hemocomponentes, como concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e plasma fresco. Após a realização dos testes laboratoriais, esses hemocomponentes são enviados aos hospitais para serem usados em pacientes que estão com sangramentos, em tratamento quimioterápico, para cirurgias, transplantes etc. O plasma excedente (que não foi utilizado nos pacientes) também poderá ser encaminhado à indústria de Hemoderivados – HEMOBRÁS, para produção de medicamentos que serão utilizados por pacientes portadores de doenças hemorrágicas.
As normas nacionais e internacionais, como as do Ministério da Saúde, Associação Americana e Conselho Europeu de Bancos de Sangue, são extremamente rígidas no cumprimento dessas normas que visam oferecer segurança e proteção ao receptor e ao doador.

Abaixo estão listados os requisitos básicos e alguns dos principais impedimentos temporários e definitivos para doação de sangue.

Requisitos básicos
» Estar em boas condições de saúde.
» Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos precisam de documentos específicos e formulário de autorização).
» Pesar no mínimo 50kg.
» Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).
» Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).
» Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).

Impedimentos temporários
» Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas.
» Gravidez
» 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana.
» Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses).
» Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação.
» Tatuagem nos últimos 12 meses.
» Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses.
» Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são estados onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deve aguardar 12 meses.

Impedimentos definitivos
» Hepatite após os 11 anos de idade. *
» Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas.
» Uso de drogas ilícitas injetáveis.
» Malária.

* Hepatite após o 11º aniversário: Recusa Definitiva; Hepatite B ou C após ou antes dos 10 anos: Recusa definitiva; Hepatite por Medicamento: apto após a cura e avaliado clinicamente; Hepatite viral (A): após os 11 anos de idade, se trouxer o exame do diagnóstico da doença, será avaliado pelo médico da triagem.

Respeitar os intervalos para doação
» Homens - 60 dias (máximo de 04 doações nos últimos 12 meses).

» Mulheres - 90 dias (máximo de 03 doações nos últimos 12 meses).

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Novembro Azul

Leslie Aloan, Presidente do INASE

O Novembro Azul é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida aos homens sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata e outras doenças masculinas, como o câncer de testículos, depressão masculina, cultivo da saúde do homem, entre outros.  O movimento surgiu na Austrália, em 2003, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado a 19 de novembro.

Na verdade, novembro azul é mais tradicionalmente dedicado ao diabetes mellitus e a data foi instituída pela Federação Internacional de Diabetes - IDF e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1991, e conta com o reconhecimento e apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), que em dezembro de 2006 assinou uma Resolução reconhecendo o diabetes como uma doença crônica e de alto custo mundial. E, no mundo inteiro, ações são desenvolvidas para que o diabetes seja mais divulgado, seus modos de prevenção, diagnóstico precoce e manejos. Em muitos locais do mundo, instituições são iluminadas de azul, caminhadas são propostas, ações em ruas movimentadas, etc.

De acordo com os criadores do Dia Internacional do Homem (19 de Novembro), os homens devem denunciar a discriminação que sofrem em áreas como educação, saúde, família, direito, mídia, entre outras, projetando uma imagem positiva de si mesmos na sociedade e destacando suas contribuições. O Dia Internacional do Homem é celebrado com seminários públicos, atividades escolares, programas de rádio e televisão, passeatas, debates e mostras de arte. Os pioneiros da data querem destacar as experiências masculinas na sociedade.

A data para celebrar o Dia Internacional do Homem foi dia 19 de novembro e foi escolhida no dia 19 de novembro de 1999, em Trinidad, Tobago.


Há também o Agosto Azul, mês dedicado à prevenção das causas gerais de mortes masculinas, incluindo a violência urbana com mortes por armas de fogo e armas brancas, mortes no trânsito, câncer de próstata, etc...